Fernando Pessoa

Agosto 23, 2007

Este poema traz-me à ideia a bela da preguiça?

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa…

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças…
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca…

3 Respostas to “Fernando Pessoa”

  1. Caique Says:

    Esse poema de Pessoa eu não conhecia!
    Viva o ócio!

    []s

  2. tranita Says:

    Gosto muito…
    😀

  3. tranita Says:

    Aconselho-te a ver ou consultar o blog da “Casa Fernando Pessoa
    😀


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