Mário Cesariny

Agosto 23, 2007

este poema leva-me numa viagem no tempo, aos meus 18 – 19 anos, à Feira do Livro, quando comprei dois livros dele que depois dei a alguém, não me lembro quem. Espero que quem ficou com eles tenha gostado e via FOAF tenha dado-o a conhecer a outras pessoas.

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco

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